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TEMÁTICA

ESTE BLOG É COMPOSTO POR 4 OUTRAS PÁGINAS:

1. Biografia e Curiosidades da Vida de Gardel (Home)

2. Discografia (letras + músicas)

3.Vídeos e clips (Gardel cantando, clips de filmes)

4.Glossário lunfardo (significado de algumas girias das letras)

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18/07/2010

GARDEL E CHARLES CHAPLIN


Em 1931, Carlos Gardel canta durante dois meses na célebre Costa Azul francesa, onde freqüentavam europeus milionários e famosos. Seu centro de reunião era o cassino Palais du Mediterranée de Nice, também freqüentado por grandes artistas como Charles Chaplin, que então recibia os elogios por seu recém-apresentado filme Luzes da Cidade.
 Madame Sadie Baron Wakefield, admiradora de Gardel, seu cantor preferido, realizou uma festa em sua casa na Riviera francesa, para receber Chaplin. Uma bailarina que viveu um romance com Chaplin, May Reeves, escreveu em suas memórias: «Havia uns quarenta convidados. Chaplin estava muito em forma. Um cantor argentino, acompanhado por seu guitarrista, cantou em sua honra, enquanto isso Chaplin instalado atrás do bar levava à boca uma enorme garrafa de conhaque e cortava uma torta gigantesca com uma faca descomunal» .

 Charles Chaplin declarou a Regina Creuve, cronista do New American Lines, em 1935, depois da morte de Gardel: «Em uma reunião íntima, Gardel começou a cantar e me impressionou profundamente. Tinha um dom superior com sua voz e sua figura, e uma enorme simpatia pessoal com a qual ganhava, de imediato, o afeto de todos. Tão profunda era a simpatia que inspirava, lembro perfeitamente bem, que chegamos até as primeras luzes da madrugada depois de uma noite de alegria.»
«Digam senhores ao público que com Gardel perco um de meus mais simpáticos amigos e que os países sul-americanos não tinham melhor representante que ele entre nós. Enquanto da arte cinematográfica, foi subtraído um cantor destinado a constituir uma das maiores figuras da cinematografia.»

Fonte: elportenito.blogspot.com
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

GARDEL BALEADO NUMA BRIGA


UMA BRIGA DA NOITE QUASE ACABA COM A CARREIRA DE GARDEL

Era madrugada do dia 11/12/1915, Gardel e dois amigos: Elias Alippi e Carlos Morganti, foram ao cabaré Palais de Glacé - um lugar, como se dizia, de tango, champanhe e muitas mulheres.  O motivo do encontro era comemorar os seu aniversário, pois acabava de completar 25 anos de idade. No decorrer surge uma discussão entre Alippi e um rapaz que lá estava com um outro grupo. Gardel, auxiliado por um policial, impede que o companheiro seja agredido e partem os tres de carro, rumo a Palermo. O grupo furioso vai atrás deles num outro carro e consegue alcançá-los. Forma-se outra confusão e, de repente, Gardel leva um tiro no lado esquerdo do tórax, perfunrando-lhe o pulmão esquerdo. O autor do disparo que se soube posteriormente foi Roberto Guevara que seria futuramente o pai de Ernesto "Che" Guevara
É imediatamente levado ao hospital, enquanto o grupo, autor do disparo fogem do local.
No Hospital Ramos Mejía, Gardel rapidamente demonstrou grande recuperação. A bala nunca foi extraida por assim julgarem os médicos. Seria o procedimento mais conveniente por estar alojada próximo ao coração. Ele a carregou consigo, sem nenhum, incômodo pelo resto da vida.

Numa entrevista, Gardel declarou o seguinte sobre o incidente dito pelo atirador:
"El día que intentó martarme me dijo: ya no vas a cantar más "El Moro"

(El Moro= alusão aos cabelos escuros de Gardel)

GARDEL E A PAIXÃO PELO TURFE


Gardel e o jóquei Leguisano

O cavalo lunático com Gardel

Gardel desde a sua adolescência já tinha um certo gosto pelo turfe, pois era visto com frequência nas suas dependências.
Durante quatro anos (1925-1929) e por várias décadas, não houve outro cavalo como "Lunático", que foi um discreto expoente da sua raça, porém o seu dono, era nada menos que Carlos Gardel.
Contrariamente ao que muitos acreditam, "Lunático", um alazão tostado, nascido em Buenos Aires em 25.09.1922, fez com que ele ganhasse um bom dinheiro, porém, Gardel gastava tudo apostando em outras corridas ( e como gastava)
LEGUISANO Y GARDEL
Certa ocasião, no ano de 1921, Gardel estava em Montevideo e visitou o hipódromo da Moroñas.
Ali, estava trabalhando o cuidador de cavalos F.Maschio, que apresentou a Gardel o joquei Irineo Leguisano, a partir de então se tornaram grandes amigos. leguisano foi motivo de um tango gravado por Gardel (ouça a gravação do tango no final)


LEGUISANO SOLO é um tango composto em 1925 por de Modesto H. Papávero .Gravado inicialmente por Carlos Gardel, que com ele prestava homenagem ao seu ídolo e amigo , o jóquei Irineu Leguisamo .
Ao lado de outros tangos, como Por una cabeza evoca uma das atividades esportivas mais populares na época, o turfe.
Clique abaixo para escutar o tango

16/07/2010

ACOMPANHAMENTO MUSICAL DE CARLOS GARDEL

Aguilar, Barbieri e Riverol

ACOMPANHAMENTO MUSICAL
Os acompanhamentos musicais das gravações de Gardel, como pode ser verificado através da discografia, foram em sua maioria, de guitarras; conjunto de guitarras ou uma única guitarra, como ocorre no início da carreira, quando o prórpio Gardel se acompanha, nas 14 gravações de 1912. Entre 1917 e 1921, era apenas acompanhado por José Ricardo.

Apareceu então, Guillermo Barbieri ( o guitarrista que esteve presente a maior quantidade de vezes na carreira de Gardel), juntando-se a Ricardo.O mesmo ocorreu quando Gardel gravou em dupla com Razzano até 1925.

Em 23.07.1928, junta-se aos dois José María Aguilar, tido como o mais virtuoso de todos.

Em 20.06.1929, Ricardo abandona definitivamente o conjunto e sobram novamente apenas dois.
Em 20.03.1930, chega Ángel Domingo Riverol e refaz-se o trio.

Em princípios de 1931, por motivo de desentendimento extramusical com Gardel, Aguilar sai e pernacem dois , outra vez.
Em 04.07.1931, entra Domingo Julio Vivas, e de novo forma-se um trio.

Em 13.01.1933, surge mais um guitarrista, Horacio Pettorossi, e assim o acompanhamento passa a ser de quatro. Esse quarteto dura até o final do ano de 1933.

A partir de julho de 1934, Gardel passa a gravar predominantemente com orquestras (antes já o fizera, na maior parte com a orquestra de Francisco Canaro). São com as orquestras de Alberto Castellanos e de Terig Tucci, principalmente, que concretizaram o acompanhamento de todos os filmes da Paramount, desde o filme Cuesta Abajo.
Fonte: José Lino Grünewald
Formatação: Helio Rubiales

O PRIMEIRO FILME DE CARLOS GARDEL

Gardel com 118Kg

Em 1917, Gardel filma, o que seria o seu primeiro filme, FLOR DE DURAZNO (Flor de Pessegueiro). Rodado em Buenos Aires e Cordoba , entre os meses de maio e julho. Apesar de Gardel já gozar de um certo prestígio, o filme pareceu fora de propósito para a ocasião, já que o filme era mudo e a sua característica mais importante, era a sua voz. Outro fator negativo para a execução do filme é que Gardel pesava 118 kg, nada indicado para um futuro galã de cinema.
Texto Helio Rubiales

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